O governo Lula continua a desafiar as regras fiscais com o aumento descontrolado dos gastos públicos, elevando-se para R$ 215 bilhões até meados de 2026 – um montante que representa mais de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os números alarmantes foram apontados por Marcos Mendes, pesquisador do Insper, como revelado pela Revista Oeste.
De acordo com a análise da revista, o volume investido em “pacotes de bondades” excede significativamente as receitas adicionais projetadas inicialmente – R$ 109 bilhões –, e apenas uma fração ínfima (aproximadamente R$ 9 bilhões) se encaixa no arcabouço fiscal estabelecido pelo próprio governo após 2023. Essa flexibilização das contas públicas levanta sérias preocupações sobre a sustentabilidade da dívida nacional, conforme alertado por Mendes.
O economista destaca que grande parte dos incentivos econômicos – como linhas de crédito subsidiadas para caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativo –, e financiamentos habitacionais, opera fora das tradicionais categorias contábeis do orçamento primário. Além disso, R$ 97 bilhões foram destinados a despesas classificadas como financeiras, enquanto outros R$35 bilhões são considerados gastos extraorçamentários canalizados por meio de fundos públicos distintos da Orçamento federal.
Apesar da complexidade das operações contábeis, Mendes enfatiza que todas essas medidas impactam negativamente o resultado primário e aumentam a dívida pública. Segundo ele, essa escalada no endividamento pode intensificar as pressões sobre os juros, comprometendo ainda mais a capacidade de controle inflacionário nos próximos anos – um cenário perigoso para a economia brasileira. A Revista Oeste aponta que exceções aprovadas pelo Congresso e determinadas pelo Judiciário contribuem significativamente para essa evasão dos limites do arcabouço fiscal.









