O senador Flávio Bolsonaro intensifica a estratégia de identificação com o legado do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, buscando um alívio para a imagem desgastada pelo governo Lula e seus associados.
Em uma visita recente às cidades brasileiras de Altamira e Belém no Pará, como apontou *O Antagonista*, Flávio promoveu lançamentos de candidaturas aliadas enquanto discursava sobre temas polêmicos que visavam atrair a atenção do eleitorado conservador. O pré-candidato à Presidência tentou associar o Brasil na Copa da FIFA ao “tio Bolsonaro”, utilizando o simbolismo da Seleção Nacional como ferramenta para fortalecer sua campanha e, simultaneamente, criticando tentativas de apropriação por parte do governo federal sobre a bandeira nacional.
Um momento particularmente impactante ocorreu quando Flávio convidou uma criança ao palco, que em meio às lágrimas declarou seu apoio incondicional ao “tio Bolsonaro”, justificando-o como um político “que não é ladrão” e defensor da propriedade privada. A cena reforçou o discurso de combate à corrupção propagado pela direita e demonstrou a crescente desconfiança do público em relação aos políticos tradicionais, incluindo aqueles ligados ao PT.
O senador continuou sua agenda defendendo abertamente os interesses do setor agropecuário na Amazônia – com promessas audaciosas sobre licenças para mineração – além de apresentar propostas ousadas no âmbito da segurança pública: a classificação do PCC e CV como terroristas, buscando uma ação mais enérgica contra o crime organizado. Ele também atacou diretamente o presidente Lula, acusando-o de prática de “lobby favorável” a traficantes e terroristas, impondo um prazo para sua entrega à justiça com ameaças veladas de operações policiais caso as eleições fossem ganhas pelo PT.









