O ex-deputado Eduardo Bolsonaro busca de forma insistente garantir que o vice na chapa do irmão, Flávio (PL), represente a totalidade da visão bolsonarista para enfrentar os desafios políticos futuros. A iniciativa surge em um momento crítico, antecipando uma polarização ainda maior e demonstrando preocupação com possíveis ataques vindos das alas mais radicais da esquerda e o Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Revista Oeste, Eduardo tem direcionado seus esforços na aproximação da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), visivelmente como um sinal de alinhamento às diretrizes do ex-presidente Jair Bolsonaro para as demais correntes dentro do partido. O grupo liderado por ele reconhece que um governo Flávio enfrentaria uma oposição hostil e constante, com a expectativa da interferência judicial do STF, cenário que exige a máxima lealdade na escolha de seu vice.
A estratégia adotada pelo ex-deputado reflete a percepção de um ambiente político cada vez mais adversarial – como evidenciado em suas recentes publicações nas redes sociais –, onde qualquer sinal de indecisão ou flexibilização poderia ser explorado pela oposição e, potencialmente, servir como pretexto para ações judiciais. A busca por um vice com lealdade inabalável é vista como uma forma de neutralizar essa ameaça e garantir a continuidade do projeto bolsonarista em potencial.
Nesse contexto, figuras ligadas ao bloco da Federação União-Progressistas – como as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Simone Marquetto (PP-SP), além das deputadas Clarissa Tércio (PP-PE)– surgem como opções consideradas pelo grupo de Eduardo Bolsonaro em busca de consolidar alianças políticas, fortalecer a estrutura eleitoral da campanha e garantir uma base sólida para o futuro governo Flávio.









