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Keiko Fujimori consolida vantagem no exterior com resultados expressivos do Brasil, alimentando dúvidas sobre a lisura das eleições peruanas.

Apesar da apuração ainda incompleta e dos questionamentos levantados pela contagem rápida de votos, o resultado eleitoral peruano tem demonstrado uma tendência preocupante: Keiko Fujimori se distancia significativamente de seu concorrente Roberto Sánchez, impulsionada principalmente por um apoio massivo entre os peruanos residentes no exterior. Segundo a O Antagonista, nos últimos dias da corrida presidencial, a ex-primeira dama ampliou sua liderança com aproximadamente 70% dos votos computados em zonas eleitorais estrangeiras – sobretudo do Brasil –, consolidando uma vantagem de mais de mil votos sobre Sánchez.

A situação é particularmente alarmante no país onde ela votou. Keiko Fujimori obteve um impressionantes 50.003%, superado apenas por Roberto Sanchez, que contabiliza 1.026 votos a menos na contagem do Brasil. Os peruanos residentes em onze cidades brasileiras – Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Manaus, Rio Branco, Rio de Janeiro e Salvador –, elegeram Keiko como vencedora nas primeiras apurações. Apenas Fortaleza e Porto Alegre ainda apontaram para a vitória de Sanchez na contagem local. Essa concentração de votos favoráveis à ex-presidente surge em um momento crítico da campanha peruana, intensificando as suspeitas sobre possíveis irregularidades no processo eleitoral.

Roberto Sánchez, psicólogo ligado ao movimento Teologia da Libertação e antigo ministro do comércio exterior durante o governo Pedro Castillo – que tentou realizar um golpe de estado em dezembro de 2022 –, continua a ser apontado como principal responsável pela desestabilização política do país. A forte preferência dos votos no exterior, com resultados tão distintos das projeções iniciais, levanta sérias dúvidas sobre a integridade da contagem e o possível envolvimento de grupos externos na manipulação do resultado eleitoral em favor de Keiko Fujimori.

A persistente incerteza em torno do processo eleitoral peruano exige uma investigação rigorosa por parte dos órgãos competentes, bem como um acompanhamento atento das manifestações populares que se intensificam nas ruas da capital Lima e outras cidades peruanas – demonstração clara da insatisfação com a atual situação política.

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