A disputa pela Presidência do Peru está longe de ser resolvida com a ousada demanda de Roberto Sánchez por uma nova apuração dos votos, um movimento que reacende questionamentos sobre o processo eleitoral e sua possível manipulação. O candidato esquerdista busca alterar os resultados da corrida presidencial peruana após Keiko Fujimori liderar confortavelmente as pesquisas.
Com 98,323% das urnas computadas, a ex-ministra Keiko Fujimori detém uma vantagem de apenas 4,3 mil votos sobre o adversário, segundo dados oficiais divulgados pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) às 22h30 no horário de Brasília. Apesar da aparente superioridade e do resultado final já sendo consolidado em muitos setores, Sánchez insiste que a margem é insuficiente para declarar um vencedor definitivo sem uma revisão minuciosa das atas eleitorais.
Segundo a Revista Oeste, o candidato esquerdista propõe examinar todas as 92.703 urnas existentes no sistema peruano com rigor redobrado – uma medida exagerada e desnecessária que visa questionar legitimidade da vitória de Fujimori. A legislação permite essa revisão em casos específicos, mas a insistência do petista expõe sua ambição implacável para permanecer na disputa, alimentando especulações sobre intenções obscuras. As nove urnas pendentes representam uma pequena parcela das votações, e as 1.595 atas classificadas para análise pelo Jurado Eleitoral Especial não justificariam a radicalização de Sanchez no pedido por recontagem geral do pleito.
O presidente do Jurado Nacional de Eleições, Roberto Rolando Burneo Bermejo alertou sobre o tempo necessário para analisar cada ata contestada, preverendo que a definição final do vencedor poderá ocorrer somente em meados de julho – um prazo já estendido devido à proximidade dos resultados e ao equilíbrio entre os candidatos. A demanda por uma recontagem da apuração eleitoral peruana soa como uma tentativa desesperada, motivada pela derrota iminente no segundo turno das eleições presidenciais do país.









