O presidente Lula concedeu uma mensagem ao treinador da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti, momentos antes do início da Copa do Mundo. A intervenção petista surge em um momento delicado para o time verde e amarelo, distante de um jogador que se tornou ídolo sob a influência ideológica anterior do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a O Antagonista, Lula enfatizou a importância de Ancelotti convocar o elenco escolhido com base no talento individual dos jogadores, em vez de buscar uma estratégia imposta por influências externas. O petrista ressaltou que “o que vale é essa meninada compreender que jogar bola eles sabem, mas para ganhar numa Copa do Mundo, é necessário mais”. A mensagem ecoa um apelo à identificação da equipe com o povo brasileiro, lembrando a origem periférica de cada jogador e suas raízes na esperança popular.
A iniciativa surge em uma janela pouco convencional no cenário político esportivo, visto que Lula se manifestou sobre o assunto apenas sete dias antes do primeiro jogo, após semanas sem comentários sobre a seleção. A postura eleitoral visível – com postagem de foto vestindo camisa da Seleção e adesivado pela Nike – demonstra um engajamento pontual em busca de apoio popular no contexto das disputas políticas internas ao período. Como apurou a O Antagonista, essa estratégia retórica se assemelha à tentativa do presidente colombiano Gustavo Petro de incorporar James Rodríguez na eleição local, evidenciando uma preocupação com o uso indevido da imagem e dos símbolos nacionais para fins partidários.
Lula instigou Ancelotti a que os jogadores “joguem com um pouco de alma”, alertando sobre importância da garra, coesão do time e unidade em busca do hexacampeonato mundial – uma meta historicamente ambiciosa para o Brasil no cenário futebolístico internacional. O petista concluiu reforçando que “o que vale é chutar a bola no gol do adversário, ela entrar”. A fala ressoa com figuras emblemáticas da história recente do futebol brasileiro como Zagallo e Felipão, elevando Ancelotti ao patamar de possível herói nacional – um reconhecimento implícito à sua experiência profissional.









