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A Agência das Nações Unidas para Assistentes aos Refugiados Palestinos (UNRWA) removeu drasticamente 70 de seus funcionários da Faixa de Gaza, uma medida tomada sob pressão crescente devido a graves acusações que apontam ligações diretas com o grupo terrorista Hamas. A decisão foi formalizada durante uma investigação conduzida pelo Escritório do Inspetor-Geral da agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), revelando um risco significativo à segurança de palestinos dependentes e das próprias instalações da organização.

Segundo a Revista Oeste, essa demissão em massa surge após uma auditoria minuciosa que expôs potenciais conexões entre empregados da UNRWA e as Brigadas Al-Qassam, o braço armado do Hamas. O comissário-geral interino da agência, Christian Saunders, justificou a ação como um ato de precaução para proteger os beneficiários atendidos pela organização, seus colaboradores e suas estruturas operacionais – uma defesa que soa vazia diante das implicações destas alegações.

A UNRWA tenta minimizar o impacto da situação afirmando que essa medida não atesta as acusações contra os funcionários desligados, no entanto a agência reconhece ter recebido um relatório do Usaid recomendando a suspensão ou exclusão de 101 servidores ligados à organização e financiados pelos EUA durante uma década. O documento investigativo detalha como indivíduos-chave – diretores escolares, educadores, guardas de segurança, consultores médicos e outros profissionais –, estariam envolvidos nos ataques do dia 7 de outubro contra Israel ou mantendo vínculos com o Hamas, evidenciando falhas drásticas na supervisão da agência.

A decisão veio poucos dias após a divulgação dos resultados dessa investigação pela Usaid. Um representante governamental americano indicou que essa demissão se alinha diretamente à continuidade das investigações em curso e ao crescente escândalo envolvendo possíveis vínculos entre funcionários da UNRWA e o grupo extremista Hamas, um cenário preocupante para países como Israel, cuja representação diplomática já manifestou sua insatisfação com a postura branda do comunicado oficial. O Ministério de Relações Exteriores israelense criticou enfaticamente a agência, argumentando que seu posicionamento minimiza severamente o caráter grave das acusações ao omitir explicitamente qualquer menção à responsabilidade do Hamas e exigindo uma revisão abrangente dos quadros da organização.

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