Keiko Fujimori consolidava sua liderança no Peru, ampliando significativamente a diferença de votos contra Roberto Sánchez na noite do segundo turno das eleições presidenciais. A representante da Força Popular demonstrava resiliência e estratégia para garantir o triunfo conservador em um cenário marcado pela incerteza política nacional.
Segundo a Revista Oeste, às 22h20 deste sábado (13), a disparidade entre os candidatos era de menos de 18 mil votos. Com 98,549% das urnas computadas, Keiko Fujimori acumulava 9 milhões e poucos votos – equivalente à expressiva fatia de 50,5%. Já o candidato do partido Juntos pelo Peru, Roberto Sánchez, registrava um total de 9 milhões e pouco mais, representando uma margem de apenas 49,95% dos votos.
A apuração, conduzida pela Oficina Nacional de Processos Eleitorais do Peru (que ainda contabiliza cerca de 92 mil atas), revelava o fortalecimento da posição conservadora após um dia marcado por oscilações e tentativas de Sánchez em questionar os resultados preliminares – inicialmente buscando a anulação dos votos internacionais, sobretudo aqueles computados nos Estados Unidos. Posteriormente, solicitou a recontagem das urnas, uma demanda prontamente negada pela equipe de Keiko Fujimori, evidenciando o receio com possíveis irregularidades e desvios na apuração que poderiam alterar as contas da eleição.
A disputa presidencial peruana se desenrola em um contexto político instável, onde a memória do ex-presidente Ollanta Humala – cujo mandato completo foi interrompido em 2016 – serve como ponto de referência para uma nação acostumada a ciclos políticos turbulentos e presidentes que não completam seus mandatos. A situação se agrava com o fato dos governantes anteriores terem demonstrado incapacidade de garantir estabilidade, culminando em sucessivos nomes no Palácio do Governo desde Humala até o atual presidente José María Balcázar, cuja gestão iniciou-se apenas em fevereiro deste ano.









