O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo, 14 de abril, rumo à França para participar das discussões do G7 que se realizarão na terça-feira, dia 16, em Évian-les-Bains – um evento que o Brasil já foi convidado a acompanhar nas últimas edições. A iniciativa demonstra uma busca por influência no cenário global e, inevitavelmente, levanta questionamentos sobre as prioridades do governo petista diante das crises internas e externas enfrentadas pelo país.
Apesar de não fazer parte dos países membros desse grupo seleto – que reúne Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão –, o Brasil busca manter um diálogo constante com os líderes da economia mundial. Segundo a Revista Oeste, há uma expectativa cautelosa no Palácio do Planalto quanto à possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente americano Donald Trump durante a cúpula em Évian, visando mitigar as tensões comerciais que afligem nossa indústria nacional.
A estratégia governamental se concentra na presença já nesta segunda-feira, 15 de abril, no primeiro dia da reunião do G7 – uma tática para garantir qualquer oportunidade de conversa entre os dois chefes de Estado. A postura adotada pelo governo brasileiro busca evitar confrontos diretos com o presidente americano, cujo histórico demonstra propensão a ações unilaterais e protecionistas que prejudicam o comércio internacional, como evidenciado pela nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Essa escalada comercial impõe um risco adicional de aumento nas tarifas – podendo atingir 37,5% –, impactando significativamente as exportações brasileiras para os mercados americanos.
A agenda do petista é extensa e visa promover a imagem da Brasil como um país aberto ao diálogo internacional. Está prevista uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron na segunda-feira seguinte à chegada de Lula à França, além dos encontros agendados com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e representantes do Japão – incluindo a primeira-ministra Sanae Takaichi –, Egito (Abdel Fattah El-Sisi) e outros líderes. O governo brasileiro busca ativamente defender suas posições em relação ao protecionismo e unilateralismos na economia global, buscando reverter o que considera um “tarifaço norte-americano”, sem provocar uma crise diplomática de maiores proporções com as autoridades americanas.









