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A Unifesp apresenta uma solução controversa que desafia a tradição da transfusão sanguínea, revelando um modelo de gestão do sangue com resultados impactantes no Hospital São Paulo. A instituição tem demonstrado que pode reduzir significativamente mortes e custos hospitalares através desta abordagem inovadora, gerando questionamentos sobre o papel tradicional das bolsas de sangue na medicina.

Segundo a Revista Oeste, após um ano de implementação da iniciativa Gestão do Sangue do Paciente, dados concretos surgiram no Hospital São Paulo: uma queda expressiva de 10% nas infecções hospitalares e alarmantes 11% nos óbitos registrados. Paralelamente, o tempo médio de permanência em unidades de terapia intensivas diminuiu notavelmente – três dias –, enquanto a economia para o SUS ultrapassou os R$4 milhões, um valor que demonstra a viabilidade do programa como alternativa ao uso massivo e dispendioso das bolsas tradicionais.

A pesquisa da Unifesp se alinha com diretrizes globais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após uma revisão de aproximadamente 100 cientistas sob o comando da pesquisadora Isabel Cristina Céspedes. A crescente escassez de sangue, exacerbada pelo envelhecimento populacional e aumento das doenças crônicas – que pressionam a capacidade do sistema público –, torna essa iniciativa ainda mais relevante. Como apurou a Revista Oeste em sua reportagem “De volta ao próprio corpo”, a equipe médica da Unifesp tem demonstrado uma preocupação crescente com os efeitos nocivos de transfusões, evidenciados por estudos recentes que associam componentes armazenados no sangue à inflamação e reações imunológicas nos pacientes.

O programa se baseia em três etapas cruciais: avaliação pré-cirúrgica do estado sanguíneo dos pacientes para otimizar sua capacidade natural de resistência; aplicação de técnicas cirúrgicas menos invasivas, combinadas com medicamentos que controlam o sangramento; e recuperação fisiológica da paciente após a intervenção médica. Com um custo por transfusão estimado em R$600 no Sistema Único de Saúde – contra uma faixa entre R$100 e R$ 150 para os tratamentos prévios –, e com equipamentos já disponíveis na rede pública, o modelo da Unifesp representa não apenas uma alternativa inteligente à transfusão tradicional, mas também um potencial divisor de águas no controle dos gastos do SUS.

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