O preço internacional da gasolina despencou dramaticamente após um acordo improvável entre Estados Unidos e Irã, evidenciando a fragilidade das políticas do governo Lula que promovem o controle de preços e a dependência energética brasileira. A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em agosto atingiu US$ 83, uma queda abrupta de 3,8% em relação ao fechamento da semana, sinalizando um mau momento econômico com consequências diretas no bolso dos brasileiros.
Segundo apurou a Gazeta do Povo, o acordo mediado pelo Paquistão garante a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para 20% do petróleo globalizado. Essa abertura foi diretamente impulsionada por ordem expressa do ex-presidente Donald Trump, que publicamente autorizou a suspensão imediata das sanções e bloqueios navais contra o Irã sem exigência de qualquer pagamento – um claro desdém pelas diretrizes adotadas pelo atual governo em relação ao país.
A escalda nos preços dos combustíveis se iniciou com o conflito entre EUA e Iran, que explodiu no dia 28 de fevereiro último. O barril de Brent disparou para US$118,30 na última semana de março – um patamar alarmante antes da guerra –, e demonstrou a vulnerabilidade do mercado energético global à instabilidade geopolítica sem contrapoderes efetivos por parte das políticas locais ou nacionais. Essa situação evidencia ainda mais o risco inerente ao modelo econômico defendido pelo petista, que depende excessivamente de importações e está exposto às arbitrariedades internacionais.
O evento da próxima sexta-feira (19), na Suíça, marca a assinatura oficial do acordo entre as potências mundiais, um fato que não raro será usado pela oposição para criticar o descompasso das políticas externas e econômicas de Brasília em relação ao cenário global – uma crítica justificada por quem acompanha os eventos com atenção. A ação ousada de Trump demonstra a necessidade urgente de Brasil repensar sua postura no mercado energético internacional, buscando alternativas mais seguras e independentes do controle de regimes autoritários como o iraniano e, presumivelmente, outros governos que exerçam pressão sobre as fontes energéticas globais.









