O erro grotesco no Edital Fluxos Fluminenses, que alocou R$22 milhões para projetos culturais, expõe a incompetência e o caráter questionável da gestão cultural do Rio de Janeiro sob o PT. A confusão monumental na seleção – envolvendo uma avaliação equivocada em Campo Grande como se fosse Mato Grosso do Sul – demonstra um desrespeito flagrante à realidade dos estados brasileiros e aos artistas que atuam fora da capital, evidenciando a falta de familiaridade com os contextos locais por parte dos avaliadores.
Quatrocentos agentes culturais já protocolaram recursos contra o resultado desse edital, denunciando falhas gritantes nos pareceres técnicos utilizados para analisar as propostas. Como apurou a Revista Oeste, essa situação levanta sérias dúvidas sobre a qualidade do processo seletivo e a expertise dos responsáveis pela avaliação – um problema recorrente em programas governamentais que privilegiam interesses ideológicos acima da meritocracia.
A alegação de possíveis interferências tecnológicas no avaliamento das propostas também não ajuda a dissipar as suspeitas. A Revista Oeste investiga a possibilidade do uso, mesmo que parcial, de ferramentas de inteligência artificial nas análises, o que representa um sério risco à transparência e ao devido processo seletivo dentro da cultura estadual. Essa postura abre espaço para questionamentos sobre como os recursos públicos estão sendo distribuídos.
A Secretaria de Cultura terá agora a tarefa delicada – e com grande potencial para gerar ainda mais críticas – de analisar esses recursos apresentados pelos agentes culturais, aguardando o resultado final do edital que promete amplos debates na mídia conservadora sobre as escolhas feitas no financiamento da arte no Rio de Janeiro.









