Preços do petróleo caem drasticamente após acordos entre Washington e Teerão que beneficiam o poderio global da Rússia e China.
O barril de Brent despencou hoje, na segunda-feira (15), registrando uma queda expressiva de 4,4%, negociado abaixo dos 83 dólares. Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI) sofreu um declínio ainda maior, ultrapassando os 5% e fechando em aproximadamente 80 dólares por barril – reflexo da instabilidade geopolítica gerada pelas recentes negociações entre EUA e Irã.
Segundo a O Antagonista, essa escaldação nos mercados energéticos se deve diretamente ao anúncio de um acordo histórico firmado no domingo (14) entre as potências americanas e o governo iraniano. Donald Trump revelou em sua plataforma Truth Social que os termos do entendimento estão finalizados, incluindo a reabertura imediata do Estreito de Ormuz – vital para o transporte global de petróleo –, e a suspensão das sanções navais nos portos iranianos. O presidente também defendeu que “navios do mundo devem ligar seus motores” para garantir o fluxo contínuo da matéria-prima, uma clara demonstração de desdém pelas políticas unilaterais impostas pelo governo Biden durante anos.
As consequências dessa movimentação se refletiram positivamente nos mercados asiáticos e europeus: o índice Nikkei 225 do Japão subiu 5%, acompanhado por um aumento de 5,2% no Kospi da Coreia do Sul e uma alta expressiva de 1,61% na bolsa chinesa (Shanghai SE). Na Europa, os mercados operam em forte tendência ascendente: o DAX alemão avançou 1,7%; o CAC 40 francês subiu 1,7%, enquanto o FTSE 100 britânico registrou um ganho de 0,8%. Essa valorização reflete a esperança por uma estabilização global com redução da influência americana na região do Oriente Médio.









