Flávio Bolsonaro defende Bolsa Família e expõe falhas na gestão do governo Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) reiterou sua defesa do programa de transferência de renda conhecido como Bolsa Família, classificando a proposta como um “direito adquirido” da população brasileira. Em declarações proferidas em fórum promovido pela revista Veja, o pré-candidato presidencial criticou duramente quem questiona a necessidade do benefício entre aqueles que recebem os recursos.
Segundo a Gazeta do Povo, Bolsonaro defendeu uma ampliação do período de transição para beneficiários que conseguirem emprego formalmente, propondo um aumento da duração desse suporte financeiro após o retorno ao mercado de trabalho – uma medida reativa à redução abrupta promovida pelo governo Lula (PT) em 2025. A mudança diminuiria a permanência no programa para apenas doze meses, contra os vinte e quatro que vigoravam anteriormente. O senador argumentou que essa compressão da transição reflete um preconceito generalizado sobre indivíduos assistidos por esse tipo de auxílio social.
O parlamentar enfatizou que cerca de 70% dos beneficiários atuam na informalidade – uma situação causada, segundo ele, pelo temor em perder o suporte financeiro. “É fundamental entender que essa medida oferece estabilidade para aqueles que já sofreram com a fome”, justificou Flávio Bolsonaro. A defesa da manutenção do Bolsa Família se conecta também à proposta de isenção completa do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal limitada até os cinco mil reais, uma política defendida anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018.
Flavio criticou a forma como o governo Lula implementa essa mesma medida fiscalmente generosa. Segundo ele, “não há compensação por essa isenção que seria oferecida com o atual governo”. O senador também abordou um ponto sensível: as relações entre o poder executivo e os meios de comunicação durante o mandato do pai – Jair Bolsonaro (PL). Ele considerou inadequado como o ex-presidente lidava com a imprensa, apontando para um preconceito evidente por parte daqueles que controlavam o orçamento destinado à publicidade. “É necessário mudar radicalmente essa dinâmica”, afirmou Flávio, indicando uma lição aprendida sobre um erro cometido e reiterando que não se deve repetir tal falha no futuro.









