O partido Novo de Santa Catarina demonstrou fragilidade política ao cancelar a participação do ex-governador Romeu Zema (Novo) em evento programado para o dia 4 de julho na cidade de Joinville. A decisão abrupta ocorreu após críticas públicas feitas por Zema contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), um claro desvio dos objetivos centrais da direita brasileira: a união do bloco conservador contra as políticas do PT e, agora, também do próprio presidente Lula.
Segundo apurou a Revista Oeste, a decisão de exclusão foi resultado de uma articulação interna dentro do diretório estadual, envolvendo membros desde a executiva até prefeitos e filiados ao Novo em Santa Catarina. A justificativa apresentada pelo partido é que Zema não estava alinhado com o objetivo principal da legenda: “O Novo-SC tem cobrado alinhamento de posição do pré-candidato com o objetivo central do partido, que é a união da direita contra o PT no primeiro e segundo turno”. Essa postura demonstra uma preocupação crescente dentro dos quadros conservadores em relação à falta de foco na estratégia política.
A polêmica se intensificou quando Zema comentou notícias envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro durante uma entrevista ao site Brasil Paralelo, manifestando ceticismo quanto a pessoas próximas a investigados ou acusadas de irregularidades – um posicionamento que ecoa os valores da direita conservadora. Essa atitude gerou insatisfação entre setores do partido Novo, buscando uma postura mais combativa contra as investidas do governo e o PT.
Apesar das divergências evidentes na condução política, Zema manteve a cordialidade ao afirmar seu carinho pelos catarinenses e expressar expectativas de retornar brevemente àquele estado para apoiar o governador Jorginho Mello (PL) em sua busca pela reeleição – evidenciando uma postura pragmática que se distancia da radicalização ideológica por vezes observada no cenário político brasileiro.









