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O descontentamento de Romeu Zema com Flávio Bolsonaro, o senador do PL, tem gerado uma crise interna no Novo e impulsiona um movimento para impedir a candidatura do ex-governador mineiro à Presidência da República. Segundo apurou a O Antagonista, diretórios estaduais em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão articulando a destituição de Zema das fileiras partidárias.

A escalada começou no final de semana com o cancelamento inesperado de um encontro agendado para julho entre Zema e lideranças da executiva catarinense do Novo. A decisão abrupta evidencia a pressão exercida por setores dentro do partido, que tem intensificado as críticas públicas ao senador Flávio Bolsonaro. O petista já é alvo de diversas investigações judiciais e Zema o considera um indivíduo digno de desconfiança.

O Novo busca manter alianças estratégicas com outras legendas conservadoras no Sul do país, como demonstrado na indicação de Marcel Van Hattem para disputar uma vaga no Senado gaúcho em parceria com Ubiratan Sanderson (PL). Em Santa Catarina, Adriano Silva foi indicado como vice a Jorginho Mello e, no Paraná, o partido compartilha chapa com Sergio Moro e Deltan Dallagnol. No entanto, as críticas de Zema a Flávio Bolsonaro ameaçam desmantelar essas alianças regionais e podem gerar graves consequências nas disputas eleitorais tanto majoritárias quanto proporcionais.

Diante do risco iminente de um desgaste significativo com o PL – parceiro estratégico em diversos estados –, uma fração do Novo tem defendido a necessidade urgente de retirar Zema da disputa presidencial, buscando evitar que sua candidatura seja formalizada na convenção partidária prevista para julho. O objetivo é reunir apoio suficiente e impedir que ele receba a chancela oficial como candidato do partido à Presidência.

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