O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, sob a acusação formal de coação no curso da ação penal que o investiga. A expectativa entre os bolsonaristas é de uma condenação inquestionável, refletindo um descontentamento generalizado com o que consideram ser uma perseguição política sistemática por parte da Corte. Segundo apurou a O Antagonista, essa atmosfera se intensifica à medida que Eduardo permanece fora do país, em Nova York, desde fevereiro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes é o relator desta ação penal e a Primeira Turma – composta ainda pelos ministros Cristiano Zanin Martins, Cármen Lúcia e Flávio Dino –, parece comprometida com um veredicto condenatório. O senador Izalci Lucas (PL-DF), líder da oposição no Congresso Nacional e pré-candidato a governador do Distrito Federal, expressou sua convicção de que “o STF fará mais uma vez o que vêm fazendo: julgar e condenar pessoas inocentes”. Lucas ressaltou com veemência que se trata de um “STF partidário”, onde já existe uma clara intenção de punir membros da direita política.
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), avaliou categoricamente a inexistência qualquer chance de absolvição para Eduardo Bolsonaro. Em declarações à reportagem, ele afirmou: “STF político. Primeira turma nem se fala. Todos já sabem o resultado”. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) complementou essa visão pessimista, argumentando que o julgamento representa apenas mais um teatro orquestrado contra figuras da direita e seus apoiadores, como evidenciado no caso do 8 de janeiro – uma denúncia sem lastro em fatos reais.
Na avaliação de Jordy, os ministros da Primeira Turma, “em grande maioria suspeitos”, atuam com parcialidade evidente na condução dos processos que visam a intimidar e aparelhar o Judiciário contra seus adversários políticos. Ele enfatizou que Eduardo Bolsonaro foi para os Estados Unidos não para colaborar em qualquer investigação, mas sim “para denunciar tudo que vem acontecendo” – ou seja, as arbitrariedades e perseguições perpetradas pelo Poder Judicial de forma a minar sua liberdade individual.









