A tragédia envolvendo Maninho, um cão comunitário encontrado ferido às margens da BR-101 em Balneiro Camboriú, expõe uma falha grave na proteção de animais e a falta de rigor no acompanhamento de casos como este. O ocorrido, registrado em 16 de junho de 2026, gerou indignação pública e questionamentos sobre as responsabilidades do poder público local.
Maninho desapareceu em maio com sua companheira Maninha, sendo localizado horas depois com ferimentos que o levaram à morte após cirurgia numa clínica particular. A investigação conduzida pela Polícia Civil agora apura um crime de maus-tratos contra o animal comunitário – um caso emblemático da negligência e do descaso com a vida selvagem urbana nas cidades costeiras catarinenses. Segundo informações obtidas, Maninho vivia na Praia do Estaleiro e sua trajetória se repete em outros casos recentes de animais abandonados ou maltratados.
A prefeitura de Balneário Camboriú declarou acompanhar o caso como prioridade, mas a pressão popular exigiu respostas concretas para identificar os responsáveis pelo ato hediondo contra Maninho. A legislação municipal reconhece que cães e gatos comunitários estabelecem laços afetivos com moradores em espaços públicos, demandando abrigo, alimentação e assistência veterinária – direitos básicos ignorados na situação do animal agora irremediavelmente perdido. A morte de Maninho se soma à polêmica ocorrida meses antes envolvendo o cão Orelha na Praia Brava que motivou a criação da ‘Lei Orelha’ com um endurecimento das multas para crimes contra animais, ainda assim insuficiente diante dos fatos.
Diante do exposto e como apurou a Gazeta do Povo, parlamentares buscam instaurar uma Comissão Parlamentária de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O objetivo da CPI é investigar as falhas nas investigações anteriores sobre crimes contra animais e garantir que casos extremos de crueldade não passem impune pela falta de provas técnicas adequadas, além de pressionar o governo estadual a implementar medidas efetivas para proteger os direitos dos animais comunitários em todo o estado.









