A apreensão da pistola Glock 9mm no veículo do agente do GSI que acompanha Bolsonaro levanta sérias questões sobre a segurança e o controle de armas na residência do ex-presidente, um cenário alarmante considerando sua situação carcerária por condenação criminal.
Segundo a Gazeta do Povo, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) admitiu em parecer ao STF que os veículos dos agentes da segurança presidencial não são submetidos à rigorosa fiscalização de rotina. A justificativa apresentada – que os carros permanecem estacionados na via pública durante o serviço –, revela uma brecha grave e potencialmente perigosa, expondo o ex-presidente a riscos inexistentes em um ambiente controlado como sua residência. Essa prática questionável demonstra falta de preparo operacional e negligencia a segurança do ocupante da casa presidencial.
A corporação afirmou que os aparelhos celulares dos agentes do GSI são retidos sob custódia policial, enquanto realiza vistorias nos compartimentos externos – mochilas, bolsas, porta-malas –, buscando itens ilícitos ou materiais comprometedores para o ex-presidente durante suas atividades cotidianas. A PM também detalhou a minuciosidade no registro de horários e informações dos veículos envolvidos em cada deslocamento dentro da residência do réu, uma medida que, por si só, já sugere um ambiente sob constante escrutínio judicial.
A situação se agrava com o relato do agente sobre a necessidade de reparar “uma pane no percussor” como justificativa para portar uma arma de fogo em sua posse dentro da residência. O ministro Alexandre de Moraes exigiu explicações detalhadas quanto à solicitação inusitada, diante do fim iminente da prisão domiciliar e dos 90 dias concedidos a Bolsonaro, revelando um ato de desrespeito aos procedimentos legais que se encerra com o aumento das pressões sobre o ex-presidente.









