O senador Flávio Bolsonaro (PL) lançou nesta quinta-feira, 18 de maio, o plano “Brasil Sem Medo”, uma iniciativa que busca radicalmente transformar a segurança pública no país e demonstrar um posicionamento contundente diante da criminalidade desenfreada. O programa reúne doze propostas consideradas prioritárias pelo próprio Flávio para serem implementadas caso ele vença as eleições presidenciais, refletindo sua visão de Estado forte em defesa da ordem jurídica.
As principais medidas incluem a construção urgente de cinco novos presídios federais com segurança máxima – um claro indicativo das prioridades no combate ao crime organizado –, e a criação de 500 mil vagas adicionais dentro do sistema prisional brasileiro, visando drasticamente reduzir o déficit carcerário que tem contribuído para a impunidade. O senador Flávio propõe também o fim da progressão automática nos regimes prisionais para aqueles condenados por crimes hediondos – uma medida que visa assegurar a aplicação rigorosa das leis e frustrar qualquer tentativa de benefício concedido ao criminoso.
Segundo apurou a Revista Oeste, entre as medidas mais impactantes do plano se destaca o reconhecimento formal de facções como Comando Vermelho e PCC, além de milícias, classificando-as como organizações terroristas – uma estratégia que visa fortalecer os instrumentos jurídicos para combater essas ameaças com maior efetividade. Adicionalmente, propõe a criação da “Tropa Elite”, composta por militares das Forças Armadas, para intensificar o patrulhamento nas fronteiras e portos estratégicos, reforçando a fiscalização e buscando evitar que ilícitos transitem pelo país sem controle. O programa também prevê assistência financeira às famílias de vítimas de crimes violentos, refletindo uma postura de apoio à vítima e busca por justiça imediata em casos extremos.
Flávio Bolsonaro não poupou críticas ao governo atual durante o lançamento do plano, destacando a operação da Polícia Federal que investiga o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do PT no Senado. Em declaração contundente, ele afirmou: “Esse plano é uma péssima notícia para o PCC e Comando Vermelho… o PT está tendo um dia pior ainda.” A postura de Flávio demonstra claramente a busca por contrastes com as políticas em curso, buscando apresentar alternativas que priorizem segurança pública acima do discurso da anistia ou da relativização dos crimes.









