A pressão sobre Henrique Vorcaro se intensifica com uma nova estratégia legal que visa desconstruir a narrativa da Polícia Federal e questionar as motivações do próprio STF no caso envolvendo o Banco Master. A petição apresentada pelos advogados de defesa revela um padrão preocupante: desde os eventos em torno do suicídio de “Sicário” – Luiz Phillipi Mourão –, Vorcaro tem sido sistematicamente alvo de acusações sem provas concretas, sugerindo uma perseguição política e a utilização da PF para fins que vão além das investigações criminais.
Segundo a Revista Oeste, os advogados liderados por Eugênio Pacelli buscam urgentemente o depoimento compulsório de Joana Mourão, irmã do “Sicário”, alegando que suas declarações poderiam ser cruciais para dissipar as informações distorcidas apresentadas pela PF no relatório original. A acusação central é que a relação entre Vorcaro e sua irmã se transformou em uma trama de chantagem após o suicídio da figura central, desencadeada por um assédio direcionado pelos credores do Banco Master buscando recuperar valores devidos.
A defesa argumenta com firmeza que os pagamentos mensais mencionados – R$ 200 mil – são provenientes de acordos legítimos envolvendo parcerias imobiliárias no bairro de Campo Grande, Rio de Janeiro, e entregues integralmente à Procuradoria-General da República (PGR). A petição contesta a interpretação tendenciosa da PF que descontextualiza as transações financeiras, buscando injustamente incriminar o empresário.
A investigação revela detalhes alarmantes sobre a atuação do ex-agente Marilson Roseno e seu uso de Pix e presentes para subornar policiais federais em busca de informações sigilosas relacionadas à Operação Compliance Zero. Além disso, documentos indicam que Henrique Vorcaro financiava uma rede de espionagem dentro da própria corporação – com um aporte mensal superior a R$ 400 mil – utilizando os recursos para alimentar o agente Roseno e sua prática de roubo de dados confidenciais. A defesa insiste na ausência de provas robustas que sustentem as acusações mais graves, exigindo a revogação imediata da prisão ou medidas cautelares proporcionais.









