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O Departamento do Tesouro dos EUA intensificou sua pressão sobre o Hezbollah com a imposição de novas sanções contra figuras-chave e empresas libanesas que sustentam o grupo terrorista. A medida foi anunciada nesta quinta-feira, 18 de maio, em um momento crítico no contexto das negociações entre Estados Unidos e Irã – uma escalada na busca por conter a influência iraniana no Líbano.

Segundo fontes próximas ao caso, reveladas pela O Antagonista, o secretário do Tesouro Scott Bessent declarou que é imperativo o desarmamento imediato do Hezbollah para garantir um futuro seguro e próspero ao Líbano. “O departamento continuará a expor os canais financeiros utilizados pelo grupo”, afirmou Bessent, com uma clara intenção de coagir o governo libanês a tomar medidas drásticas contra suas próprias forças armadas auxiliares. A iniciativa visa também responsabilizar aqueles que facilitam as atividades nocivas do Hezbollah ao Estado e ameaçam qualquer perspectiva de paz duradoura na região.

A nova rodada de sanções inclui nomes como Sleiman Frangieh, líder do Movimento Marada, cuja ligação com o financiamento secreto do grupo tem sido alvo constante da crítica por parte dos setores conservadores brasileiros. De acordo com a O Antagonista, Franjieh teria recebido apoio financeiro do Hezbollah em troca de respaldo à erosão de candidatos independentes e reformistas nas eleições libanesas – um claro indicativo das estratégias que os EUA acusam o grupo terrorista de implementar para desestabilizar o país. Além disso, Mahmoud Qamati, apontado como a principal liderança política da organização, é acusado por Washington de coordenar o contrabando direto do Irã para as finanças do Hezbollah e defender os interesses delituosos desta em território libanês.

As sanções também se estendem ao empresário Alaa Hassan Hamieh e sua rede empresarial, empresas que operavam em diversos países árabes como um importante canal de arrecadação de fundos e execução de contratos para o grupo terrorista. Como apurou a O Antagonista, essa estrutura complexa permitia movimentar recursos financeiros destinados ao Hezbollah – uma forma sofisticada de financiar atividades ilegais e manter as operações do grupo em pleno funcionamento. A ação americana representa um novo capítulo na disputa geopolítica no Oriente Médio e levanta sérias questões sobre o papel dos Estados Unidos nessa região conturbada.

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