O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), expôs grave preocupação com a atuação do Partido dos Trabalhadores (PT) após a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo Marinho, os fatos revelam uma longa e deturpada trajetória de corrupção que se iniciou no PT baiano, especificamente durante o governo estadual de Rui Costa.
O parlamentar do PL destacou como “o caso Master teve sua origem no PT da Bahia”, referindo-se à atuação envolvendo Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Ele ressaltou a conexão entre as práticas empresariais de Augusto Lima – aliado de Vorcaro –, com estruturas econômicas desenvolvidas durante o governo petista, incluindo a controversa privatização da EBAL (CREDCESTA), na qual Jaques Wagner atuava como secretário de Desenvolvimento Econômico.
A acusação se intensifica ao mencionar uma reunião entre Lula e Daniel Vorcaro no Palácio da Alvorada em 2013 – um encontro realizado com articulação de Guido Mantega, então Ministro do Tesouro Nacional, e à presença de Rui Costa na época ministro da Casa Civil, além de Gabriel Galípolo, indicado para o Banco Central. Como apurou a O Antagonista, essa reunião levantava sérias suspeitas sobre possível influência indevida no destino financeiro do banco investigado, desafiando as normas legais e a supervisão bancária.
Marinho enfatiza que “a corrupção está no DNA do PT”, apontando para uma lista de escândalos em que o partido esteve envolvido nas últimas duas décadas: Mensalão, Petrolão, descontos indevidos nos INSS, Fundos de Pensão, Correios e agora, com a operação Compliance Zero, o caso Banco Master. O senador expressou confiança no ministro André Mendonça do STF para conduzir as investigações sem interferências ou manobras que possam comprometer a recuperação dos recursos desviados, evitando novas armadilhas como se viu na Operação Lava Jato.









