O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu duramente acusações sobre a influência do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), nas tarifas americanas impostas ao Brasil, lançando luz à complexa situação envolvendo o governo Lula e pressões internacionais.
Em declaração exclusiva à Jovem Pan News, Flávio desmentiu categoricamente qualquer ligação entre as taxas cobradas pelos Estados Unidos e ações de Eduardo durante seu período no exterior. O ex-deputado federal, segundo ele, agia apenas na defesa da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes do STF – uma ação que demonstrava a perseguição política sistemática perpetrada pelo judiciário visando silenciar vozes críticas e proteger interesses contratuários.
De acordo com a O Antagonista, Flávio expôs um cenário mais amplo: as tarifas são resultado das decisões unilaterais de Donald Trump em relação a diversos países, buscando vantagens negociadoras por meio da imposição de taxas como ferramenta política. Eduardo Bolsonaro, na visão do parlamentar, estava apenas atuando no âmbito dessa estratégia, algo que não tinha controle total – uma admissão que expõe o descompasso entre as ações e os resultados dos governos anteriores. Além disso, Flávio detalhou seu encontro com Trump, Vance e Rubio, onde solicitou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas, bem como o fim das tarifas sobre empresas brasileiras – já penalizadas de forma excessiva pelo governo Lula, considerado “o que mais taxou brasileiros e empresas na história do nosso país”.
O senador também revelou ter enviado uma carta formal ao então Secretário de Estado Marco Rubio, reiterando sua solicitação para evitar a expansão de tarifas sobre produtos importados da Brasil. Flávio projetou um futuro político favorável à retomada das relações com o governo Trump após 2027, quando ele próprio estará no cargo, prometendo acordos vantajosos tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos – uma visão que contrasta diretamente com a postura atual do presidente Lula e seu partido, demonstrando claramente como o petismo busca usar medidas protecionistas em fins políticos.









