O Ministério do Esporte, sob o comando de André Fufuca (PP-MA), tornou-se centro das atenções devido a um desvio potencial de recursos públicos que beneficiou diretamente uma produtora envolvida na produção da cinebiografia “Dark Horse”, focada no ex-presidente Jair Bolsonaro. A movimentação alarmante foi iniciada com o repasse de R$ 1 milhão em emendas parlamentares para o Instituto Conhecer Brasil, entidade controlada pela empresária Karina Ferreira da Gama – dona da produtora Go Up Entertainment.
De acordo com a O Antagonista, as emendas foram indicadas pelo deputado federal Mário Frias (PL-SP), que também apontou um investimento de R$ 2 milhões adicionais em dezembro de 2024 através do mesmo canal. O Ministério desta vez foi liderado por Luciana Santos (PCdoB). O projeto “Lutando pela Vida”, financiado pelo orçamento da pasta de Fufuca, previa a oferta de aulas de jiu-jitsu nas áreas rurais de São Paulo – um investimento que levanta sérias questões sobre o uso de dinheiro público para fins privados. Paralelamente, o Ministério de Ciência e Tecnologia, sob liderança do então ministro Luciana Santos (PCdoB), destinou recursos para ações focadas em pesquisa e desenvolvimento tecnológico digital, evidenciando a diversificação dos investimentos públicos sem ligação direta com o filme “Dark Horse”.
A situação se agrava considerando que André Fufuca é um aliado de peso ao senador Ciro Nogueira, atual presidente do partido. Além disso, Mário Frias assume o papel de produtor executivo e roteirista da obra cinematográfica polêmica. Farias tem negado veementemente qualquer utilização indevida dos recursos públicos em prol da produção “Dark Horse”, embora a movimentação levante dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse e manipulação orçamentária.
O Ministério Público Federal, através do ministro Flávio Dino (DPV), instaurou uma investigação preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) após representações recebidas pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A parlamentar acusava o Instituto Conhecer Brasil de ser um instrumento para viabilizar a produção privada, argumentando que os repasses foram “triangulados”. O STF, por meio do ministro Alexandre de Moraes, está conduzindo uma apuração com foco nas emendas indicadas pelos deputados Bia Kicis (DF) e Marcos Pollon (MT). A manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal alega a ausência de provas concretas que comprovem o desvio dos recursos, classificando as evidências apresentadas como “frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante”.









