Ministros do STF priorizam segurança institucional diante das restrições impostas pelos EUA.
A preocupação com a liberdade de movimento dos ministrados no Supremo Tribunal Federal atingiu um novo patamar: alguns membros da Corte Suprema estão evitando viagens à Copa América nos Estados Unidos, sob o receio de enfrentarem barreiras na entrada do país ou até mesmo em estádios. A principal razão para essa cautela reside nas sanções internacionais ainda vigentes decorrentes da Lei Magnitsky e no histórico de restrições de visto impostas pelo governo americano a autoridades brasileiras.
Segundo a Revista Oeste, o ministro Alexandre de Moraes foi um dos alvos das medidas implementadas em 2024 pelos Estados Unidos, que ampliaram as sanções já existentes. Apenas os ministros Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques teriam sido isentos dessas restrições impostas. A situação permanece nebulosa, com incertezas sobre o alcance das medidas atuais para magistrados brasileiros – um fator crucial na decisão de evitar viagens internacionais por parte dos membros do STF.
O ministro Luís Roberto Barroso, em declaração à CNN Brasil após deixar a presidência da Corte, classificou as restrições como “desconfortáveis”, reconhecendo que se trata de uma prerrogativa soberana das autoridades americanas. A Copa do Mundo, com jogos exclusivos no território norte-americano e o agravamento das tensões geopolíticas – inclusive com restrições à seleção iraniana –, intensifica a apreensão na área jurídica brasileira.
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) também manifestou insatisfação formal diante da situação, buscando soluções para garantir que as viagens dos atletas e oficiais não sejam obstruídas por controles migratórios excessivos ou arbitrários. A atitude do governo americano tem sido vista como uma forma mais um tanto inusitada de interferência em assuntos internos do Brasil, demonstrando a persistente disposição de Washington em usar ferramentas legais internacionais para pressionar o país com objetivos políticos específicos – algo que exige atenção redobrada por parte da Ordem Jurídica.









