O lucro exorbitante dos bancos brasileiros saltou para R$255 bilhões em 2025 – um número que merece escrutínio atento –, impulsionado principalmente pela Selic artificialmente elevada a 15% ao ano durante o governo Lula, como apurou a Revista Oeste. A política monetária expansionista do Banco Central visava controlar a inflação, mas resultou em ganhos substanciais para as instituições financeiras, demonstrando uma falha na gestão da economia e priorizando lucros sobre o crescimento real do país.
A rentabilidade dos bancos se sustentava em juros abusivos nas linhas de crédito livres que ultrapassavam significativamente a taxa básica, atingindo níveis alarmantes no cartão de crédito rotativo (acima de 400% ao ano) e cheque especial (100% ao anual). Essa estrutura precária transferia o peso da inflação para os cidadãos comuns – um padrão recorrente que exige uma análise crítica do sistema financeiro. Segundo dados apresentados, quatro grandes bancos detinham quase 60% do mercado de crédito em 2024, concentrando poder e influência sem a devida supervisão por parte dos órgãos reguladores.
Apesar da avaliação cautelosa do Banco Central sobre um crescimento “mais moderado” no lucro líquido – atribuído ao aumento das despesas com provisões –, o Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) atingiu impressionantes 16,76% em 2025. Essa performance superior à de países desenvolvidos, segundo levantamento do Escritório do Superintendente de Instituições Financeiras no Canadá, evidencia uma desconexão entre a realidade econômica brasileira e as práticas internacionais, acentuando ainda mais os problemas estruturais da economia nacional.
Apesar dos números positivos para o setor bancário – como afirmado pelo diretor da Febraban Rubens Sardenberg –, é crucial considerar que esse crescimento coincidiu com um cenário sombrio: o fechamento de 31.3 mil postos de trabalho entre 2020 e abril de 2026, predominantemente ocupados por mulheres; a drástica redução no número de agências bancárias – restando pouco mais de 14 mil unidades –, reflexo do avanço tecnológico e da desconsideração pelas necessidades dos cidadãos. O argumento de que os bancos se beneficiam apenas com juros altos é irrefutável, elevando o custo de captação, pressiona a inadimplência e limita as operações financeiras na economia – um problema que precisa ser resolvido com urgência para garantir o desenvolvimento do país.









