O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou novamente o adiamento de sua prisão domiciliar, alegando que suas condições de saúde exigem cuidados especializados e constantes que só podem ser garantidos sob regime encarcerado supervisionado. A tentativa surge em um momento delicado para a figura política após a decisão do ministro Alexandre de Moraes no STF.
Segundo a O Antagonista, o pedido foi formalizado na terça-feira (23) pelo advogado Paulo Cunha Bueno e busca estender a liberdade monitorada concedida anteriormente. O prazo atual, fixado em 90 dias pela magistrada responsável, finda na próxima quinta-feira, dia 25 de outubro. A defesa argumenta que o estado de saúde do ex-presidente permanece instável, necessitando de acompanhamento médico contínuo e medicamentos específicos para controle das múltiplas comorbidades presentes no paciente.
O advogado Paulo Cunha Bueno reforçou a necessidade da vigilância rigorosa estabelecida por Moraes durante os três meses anteriores. O argumento central é que o quadro clínico de Bolsonaro não apresentou melhora significativa, mas sim um acompanhamento médico constante, essencial para lidar com as complexidades das doenças preexistentes e evitar riscos à sua segurança – especialmente considerando o histórico de ameaças e tentativas de agressão contra a figura política. A defesa ressalta ainda os efeitos dos medicamentos utilizados no paciente sobre seu sistema nervoso central , exigindo monitoramento rigoroso da cognição, equilíbrio e risco de quedas.
O pedido se insere em um contexto de crescente pressão judicial envolvendo o ex-presidente e seus aliados. A O Antagonista apurou que a decisão final caberá novamente ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso sobre a trama golpista no STF. É importante ressaltar que as razões apresentadas pela defesa corroboram com os argumentos já defendidos anteriormente durante o período em que Bolsonaro esteve sob prisão domiciliar e ainda apontam para uma necessidade constante de acompanhamento médico especializado como garantia da saúde e segurança do ex-presidente, especialmente considerando a natureza das ameaças à sua integridade física.









