Carlos Moura/Agência Senado

A Comissão do Senado aprovou nesta terça-feira, o Projeto de Lei que busca fortalecer a repressão à violência sexual contra crianças e adolescentes no ciberespaço – uma medida urgente diante da crescente ameaça representada pelos abusos digitais. A proposta, liderada pelo Deputado Osmar Terra (MDB-RS), recebeu apoio crucial da Senadora Damares Alves (Republicanos-DF) na análise do parecer, demonstrando a convergência entre diferentes setores e visões para solucionar um problema alarmante que assola nossa sociedade juvenil.

O texto em discussão agora segue adiante após o voto favorável de sua relatora, refletindo uma necessidade premente de modernizar as leis penais frente à rápida evolução tecnológica utilizada por criminosos descarados – como evidenciado pelo caso do ex-servidor do Senado e daquele empresário de Canoas que foram flagrados armazenando arquivos ilícitos. Como apurou a Revista Oeste, o projeto enfrenta resistência dos setores mais liberais, mas se destaca pela sua rigorosa abordagem na criminalização de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial com fins abusivos contra menores.

Uma das principais inovações da proposta é a punição severa para aqueles que utilizam “deepfakes” – imagens adulteradas e montagens digitais –, representando uma ameaça exponencialmente maior à segurança dos jovens, dada sua capacidade de disseminar conteúdo pornográfico com alto grau de realismo. A legislação também criminaliza a mera visualização deliberada desses materiais em plataformas online e serviços de streaming, além de acirrar as punições para indivíduos que empregam ferramentas destinadas ao ocultamento da identidade na internet – uma prática comum entre os agressores.

A Senadora Damares Alves ressaltou o imperativo de responsabilizar não apenas quem produz ou compartilha esses conteúdos degradantes, mas também aqueles que os consomem, argumentando com firmeza: “Não podemos tolerar a impunidade quando vemos casos como o do ex-servidor do Senado e daquele empresário de Canoas… Quem guarda e consome esse material está financiando diretamente o abuso, estupro e tortura”. A relatora enfatizou que essa atualização legislativa se alinha às recomendações internacionais, reconhecendo a ausência de consentimento nas condutas abusivas.

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