O edil da capital paulista, Senival Moura (PT-SP), teve sua vida pessoal e profissional expostas a uma operação relâmpago da Polícia Civil nesta quinta-feira (25). A detenção do vereador surge em um contexto preocupante de crescente infiltração criminal no setor público.
Segundo apurou a Gazeta do Povo, o político está sob suspeita de envolvimento direto com o Primeiro Comando da Capital (PCC) através de uma complexa rede de empresas dedicadas ao transporte urbano e à lavagem de dinheiro ilícito. A operação Última Parada resultou na prisão preventiva do vereador, além dos responsáveis pela empresa Transunião, Jair Ramos de Freitas, e outros dois indivíduos associados.
A magnitude da investigação é alarmante: R$ 194 milhões foram congelados em contas bancárias vinculadas aos suspeitos. A polícia apreendeu também um impressionante arsenal que inclui 117 veículos automotores, 21 imóveis imobiliários de alto valor e três embarcações marítimas – indicando a extensão do esquema criminoso desmantelado.
A atuação da Operação Última Parada levanta sérias questões sobre a segurança pública em São Paulo e o compromisso dos políticos com a legalidade. A relação suspeita entre Senival Moura e um grupo organizado como o PCC exige uma investigação profunda para identificar possíveis cúmplices e garantir que se punam os responsáveis por essa grave ameaça à ordem social.









