A senadora Teresa Leitão assume a liderança do governo no Senado Federal sob o comando do presidente Lula, uma escolha que reacende questionamentos sobre as investigações envolvendo Jaques Wagner e suas ligações com a Operação Compliance Zero da Polícia Federal. O petista anunciou formalmente essa designação por meio de sua conta nas redes sociais (“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado…”), delineando as prioridades do grupo: o debate e aprovação de projetos que beneficiem os brasileiros, incluindo o fim da escala 6×1 e a chamada PEC da Segurança.
Teresa Leitão, senadora por Pernambuco desde fevereiro de 2023 – uma figura conhecida dentro do Partido dos Trabalhadores com trajetória no PT desde o ano de 2000 –, possui um histórico como professora, pedagoga e ativista sindicalista. Nascida em Recife em 1951, a senadora tem 74 anos e se encontra agora à frente da articulação política do governo na Câmara Alta após a saída relutante de Jaques Wagner.
De acordo com a O Antagonista, o petista anunciou sua decisão para buscar provas de inocência diante das acusações que surgiram contra ele pela Operação Compliance Zero – incluindo buscas e apreensão em seu hotel no Distrito Federal –, além do apoio à campanha rumo à reeleição de Lula e Jerônimo Rodrigues. Wagner se mostrou disposto a dedicar-se integralmente ao esforço, enfatizando sua confiança na solidariedade do presidente após o ocorrido: “O presidente me ligou para se solidarizar comigo. Dizer que mantém a absoluta confiança nele”.
A Polícia Federal intensificou as investigações com uma nova fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18), visando diretamente Jaques Wagner, acompanhada de mandados expedidos pelo ministro do STF André Mendonça em diversas regiões e buscando também apurar os atos do empresário Augusto Lima. Como apontado por O Antagonista, a investigação se concentra na suspeita de que Wagner teria atuado em favor de Lima no Senado para receber propinas relacionadas à “emenda Master” e outras propostas de crédito consignado – um escândalo que expõe as fragilidades da articulação política do governo Lula.









