José Roberto Arruda, pré-candidato à Governança do Distrito Federal, reafirmou sua intenção de disputar as eleições presidenciais de 2026 e demonstrou uma crença firme na atuação do STF para preservar suas chances eleitorais. Em entrevista exclusiva ao programa “Meio Dia em Brasília” da O Antagonista, Arruda ressaltou a clareza legislativa que o sustenta como candidato.
O ex-governador enfatizou que a Lei nº 219, aprovada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal e posteriormente sancionada pelo Presidente da República, redefiniu os prazos de inelegibilidade após uma análise cuidadosa do arcabouço jurídico existente. Segundo a O Antagonista, Arruda argumenta que essa legislação o torna novamente elegível para concorrer à Presidência.
Arruda questiona se é razoável esperar intervenções drásticas no sistema eleitoral tão perto da data das eleições, considerando os padrões estabelecidos pelo próprio Judiciário brasileiro em relação a alterações temporárias nas regras de disputa política. Ele aponta que o Supremo Tribunal Federal tradicionalmente adota um período anualidade de um ano para reconfigurar as normas durante períodos eleitorais e questiona se uma mudança repentina seria coerente com essa prática.
O pré-candidato também ressaltou a posição favorável do Ministério Público Federal em relação ao dispositivo que trata da contagem dos prazos, destacando o processo legislativo seguido – aprovação na Câmara, Senado e sanção presidencial – como um forte indicativo de segurança jurídica para sua candidatura. Caso o STF proceda com uma decisão contra essa legislação, Arruda admitiu ser inelegível a participar das eleições; porém, demonstra confiança em que não haverá desvio nesse processo legal por parte do tribunal.









