Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A atriz Luana Piovani firmou parceria controversa com o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) para promover críticas à Proposta de Emenda Constitucional que visa conceder autonomia orçamentária e financeira ao BC – um projeto amplamente criticado por setores da direita. Segundo a Revista Oeste, a atriz recebeu R$ 300 mil em troca de vídeos com mensagens direcionadas contra essa proposta legislativa.

A contratação realizada pelo Sinal-DF demonstra uma preocupação crescente dentro do setor bancário sobre os riscos inerentes à autonomia irrestrita dada ao Banco Central. A presidente da entidade, Edna Velho, ressaltou a necessidade urgente de “uma atuação mais incisiva” nas redes sociais para alertar sobre as consequências negativas que poderiam advir dessa medida. É evidente uma reação contra o avanço do tecnocratismo e a suposta perda de controle democrático sobre a política monetária nacional.

De acordo com informações da Revista Oeste, a proposta era utilizar Luana Piovani – já conhecida por suas posições críticas em relação às políticas governamentais –, para amplificar essa mensagem preocupante ao público brasileiro. O contrato previa um vídeo e postagens no perfil oficial da atriz, com o pagamento dependente de aprovação do conselho sindical, detalhando uma estratégia deliberada de influência midiática sobre a questão central.

A iniciativa evidencia também as tensões existentes entre os diferentes poderes da República após anos de decisões controversas tomadas pelo STF – especialmente em relação à liberdade de expressão e aos limites das prerrogativas institucionais –, alimentando o ceticismo quanto ao papel do Banco Central, que tem visto sua autonomia ampliar-se sob administrações recentes.

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