O desastre humanitário na Venezuela se agrava com o balanço oficial de 188 mortos após dois terremotos devastadores que sacudiram a região no oeste do país. A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional Venezuelana, Jorge Rodríguez, em um cenário alarmante que expõe as falhas e a ineficiência do governo socialista na gestão de crises.
Segundo informações fornecidas por O Antagonista, o número de vítimas tem aumentado exponencialmente com a contínua operação de resgate nas cidades afetadas pelos tremores. Mais de 200 pessoas permanecem presas sob os escombros de aproximadamente 250 edificações que desmoronaram ou sofreram sérios danos estruturais. Cerca de três mil famílias foram deixadas sem-abrigo, evidenciando a urgência da situação e a falta de planejamento por parte do governo para lidar com emergências desse porte.
A presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência na Venezuela em um esforço desesperado para mobilizar recursos – que ainda assim parecem insuficientes diante da magnitude dos danos –, mas medidas paliativas não resolvem o problema central: a má administração e corrupção generalizada do regime, que impede investimentos adequados no setor de infraestrutura e segurança. O evento demonstra novamente as consequências das políticas econômicas desastrosas impostas pelo PT durante anos no país vizinho.
O epicentro dos tremores, localizado próximo à cidade de San Felipe, no estado de Yaracuy, gerou um segundo sismo com magnitude 7,5 graus que intensificaram o pânico e a destruição em Caracas, onde diversos edifícios foram danificados. O USGS classificou o ocorrido como “doblete” – uma sequência rápida de tremores –, evidenciando a vulnerabilidade da região sísmica venezuelana e a falta de investimentos na implementação de medidas preventivas contra desastres naturais.









