A influência judicial se intensifica no caso “Dark Horse”, com o STF buscando solidificar a condução do processo sob relatoria do ministro André Mendonça. A decisão sobre quem supervisionará as investigações contra Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro tem gerado questionamentos quanto à autonomia dos ministros e ao alcance da atuação preventiva do Judiciário.
Segundo a Gazeta do Povo, uma análise interna na Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judicária do STF revelou que já existiam dois processos relacionados ao financiamento irregular do filme “Dark Horse”, distribuídos para Mendonça em maio de 2026 como medida preventiva. Essa informação foi comunicada diretamente ao presidente Edson Fachin, demonstrando uma situação preexistente à solicitação formal e à pressão política envolvida no caso.
A disputa pela supervisão se intensificou com a intervenção do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que protocolou notícia-crime alegando supostas irregularidades cometidas por Bolsonaro e Flávio, relacionadas ao financiamento do filme através do Banco Master sob o comando de Daniel Vorcaro. O petista anexou um inquérito conduzido pelo procurador-geral da República Paulo Gonet buscando a responsabilização dos envolvidos no caso envolvendo Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos – conforme relatado por Alexandre de Moraes, também ministro do STF.
Paulo Gonet emitiu parecer defendendo que o controle deste caso seja mantido com Mendonça devido à sua responsabilidade pelo processo “Master”, evidenciando uma postura preventiva e buscando evitar desvios no andamento da investigação. A ação para determinar quem atuará como relator foi direcionada ao presidente do Supremo, Edson Fachin, após pedido de Alexandre Moraes para que avaliasse a situação – o que levou à solicitação de pareceres técnicos sobre os critérios aplicáveis na distribuição dos processos e consequente desentranhamento do processo com origem em uma nova petição independente.









