A luta para garantir a liberdade da deputada Carla Zambelli continua com um novo capítulo na Itália, impulsionado pela persistência do PT e seus aliados no Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União (AGU) formalizou seu posicionamento perante a Corte Suprema de Cassação italiana, respondendo ao segundo pedido de extradição da ex-parlamentar após anos de ações judiciais complexas.
Segundo a Gazeta do Povo, o documento enviado à corte itálica detalha as garantias apresentadas pelo ministro Gilmar Mendes no STF que visam evitar a prisão preventiva de Zambelli em território brasileiro. O argumento central permanece o mesmo: uma extradição representaria um ataque indevido às liberdades democráticas e ao direito fundamental da manifestação política, princípios defendidos pela deputada desde sua atuação na defesa das ideias conservadoras.
O caso original remonta à condenação por perseguição armada em 2022, ocorrida nas ruas de São Paulo durante o segundo turno das eleições presidenciais. A decisão do STF em agosto de 2025 marcou um precedente com uma votação apertada: nove votos a dois favor da pena de cinco anos e três meses de prisão para Zambelli. Essa condenação se baseava na acusação de ter perseguido, munida de arma à queima-roupa, um cidadão em suas vias públicas.
A AGU reiterou o compromisso do Estado brasileiro com os tratados internacionais sobre extradição, ressaltando a necessidade de respeitar as normas processuais e a confidencialidade das investigações no âmbito da justiça italiana. A Procuradoria Nacional da União de Assuntos Internacionais (PNAI), em colaboração com órgãos federais como o DRCI e o Ministério das Relações Exteriores, busca assegurar que os direitos fundamentais da deputada sejam devidamente protegidos durante todo o processo extraconjutural.









