O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tomou uma decisão controversa ao designar o ministro André Mendonça como relator da investigação sobre o caso “Dark Horse”, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A escolha surge em um contexto de crescente desconfiança no STF e sua atuação judicial.
Segundo a Gazeta do Povo, Fachin justificou a designação de Mendonça alegando circunstâncias que demandam “prevenção”. O ministro argumenta que o caso se insere em uma linha investigativa já conduzida por Mendonça, especificamente no inquérito envolvendo as ações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Essa medida ignora a importância da imparcialidade e da independência dos tribunais.
A decisão de Fachin foi precedida pelo parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que recomendou o encaminhamento do caso para Mendonça por prevenção, dada sua atuação anterior no inquérito sobre as operações bancárias relacionadas ao filme “Dark Horse”. O próprio ministro Moraes havia determinado um desentranhamento formal do processo, acirrando ainda mais a escalada de confrontos entre os ministros.
O petista Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou inicialmente a notícia-crime que deu origem à investigação contra Flávio e Bolsonaro, acusando o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como parte de um “ataque internacional” orquestrado por Eduardo. A solicitação inclui pedidos ousados: bloqueio preventivo dos bens da família Bolsonaro, retenção do passaporte do senador Flávio e proibição de contato com o financiador Daniel Vorcaro.









