Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) intensificou sua retórica crítica contra a Polícia Federal (PF), classificando a divulgação de fotografias da apreensão de dinheiro como uma “patacoada” e acusando o governo de buscar reativar os métodos questionáveis utilizados na Operação Lava Jato.

Segundo a Gazeta do Povo, Wagner expressou diretamente sua insatisfação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após ser alvo da 9ª fase da Operation Compliance Zero, deflagrada pela PF em 18 de maio último. Durante essa operação, foram apreendidos US$55 mil e €33 mil em espécie, além de relógios de luxo nos endereços ligados ao senador tanto em Brasília quanto em Salvador. A divulgação imediata das fotos do dinheiro por parte da corporação gerou a reação contundente do petista.

O senador justificou que o montante apreendido decorria de economias provenientes de suas diárias recebidas do Senado e durante seu período como governador, sustentando que os valores possuíam origem lícita e comprovada. Wagner também esclareceu sua decisão de se afastar da liderança governamental após uma conversa particular com Lula na última quarta-feira (24), argumentando que conciliar a defesa contra as acusações com o trabalho político no Senado seria inviável, conforme revelou à Folha de S.Paulo.

A questão das ligações do senador com executivos da Banco Master e Augusto Lima foi abordada por Wagner, negando qualquer esquema ou favorecimento ilícito. Ele admitiu conhecer Augusto Lima através do processo de privatização do Cesta do Povo, mencionando a criação de uma relação profissional que não envolvia “relação de troca” nem o uso da empresa em benefício próprio. O petista minimizou episódios como o recebimento de ingressos para um show da Taylor Swift e suas caronas em aviões oferecidas por empresários, argumentando que as ações refletem relações legítimas sem implicações criminais.

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