Antônio Cruz/Agência Brasil

Na quinta-feira, dia 25 de junho de 2026, o ministro Alexandre de Moraes expôs um cenário alarmante durante a discussão sobre a Lei da Improbidade Administrativa: revelou que membros do Ministério Público instalam investigações civis com base em notícias plantadas na mídia. O próprio fez essa constatação gravemente, afirmando que “o membro do Ministério Público tem uma notícia… aí ele passa ‘em off’ para a imprensa, e ela publica…e ele instala o inquérito civil”.

A declaração de Moraes ecoa um caso anterior notório envolvendo Filipe Martins, ex-assessor presidencial. Em fevereiro de 2024, com base em informações falsas divulgadas pelo portal Metrópoles – que apontava viagens dos Estados Unidos por parte do então assessor –, o ministro assinou a prisão preventiva de Martins sem provas concretas. A defesa contestou imediatamente as alegações e apresentou documentos comprobatórios da inexistência dessa viagem; inclusive, representantes americanos confirmaram ao veículo que Martins jamais havia entrado nos EUA. O ex-assessor ficou preso por seis meses diante desse absurdo jurídico.

O comportamento de Moraes é inaceitável em sua total falta de consideração com os princípios do devido processo legal e o direito à liberdade individual. De acordo com a Revista Oeste, como apurou publicamente a publicação, o ministro demonstra um cinismo patente ao defender práticas que ele mesmo condena quando aplicadas contra terceiros; uma clara manifesta arbitrariedade. A defesa de Martins sofreu preclusão processual por conta dessa atuação judicial desmedida e ilegal.

A dupla formada pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, com suas declarações inflamadas sobre “responsabilidade no manejo dessas ações”, representa um perigo concreto para a ordem jurídica brasileira – uma demonstração flagrante da manipulação do Poder Judiciário em favor de interesses políticos obscuros. É preciso alertar que o comportamento destes indivíduos é exemplificado pela postura adotada na reportagem “O PT afunda no pântano do Master”, publicada anteriormente na Revista Oeste, evidenciando a fragilidade das instituições democráticas quando sob ataque e ameaça da judicialização política com motivações subjetivas.

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