Pedro França/Agência Senado

A Polícia Federal acusa dirigente da ANM de favorecimento a mineradoras com práticas ilegais no setor mineral brasileiro. A investigação, denominada Parcours, revelou um esquema complexo envolvendo o diretor-geral Mauro Henrique Moreira Sousa e empresários do ramo imobiliário.

De acordo com informações divulgadas pela O Antagonista, as operações Rejeito e Parcours resultaram na indiciamento de mais de 40 indivíduos – incluindo agentes públicos e executivos de empresas –, acusados de corrupção e advocacia administrativa no licenciamento e exploração mineral em Minas Gerais. Os investigativos da PF expõem a influência indevida de grupos privados nos processos administrativos do setor, configurando um grave desvio na gestão dos recursos naturais.

A investigação aponta para uma relação abusiva entre o diretor-geral da ANM, Mauro Henrique Moreira Sousa e Luis Fernando Franceschini, representante da mineradora Empabra. Segundo documentos apresentados pela O Antagonista, houve troca constante de mensagens, ligações e encontros presenciais com informações privilegiadas sobre a tramitação processual na agência – um claro indicativo do uso do cargo público para propósitos particulares. A conduta configura uma grave violação da ética administrativa e da confiança pública depositada no servidor federal.

O indiciamento também envolve o diretor da ANM, Caio Trivelatto, além de empresários como Lucas Kallas e Alan Cavalcante que atuavam em prol do interesse de empresas privadas junto aos órgãos federais e estaduais. A defesa de Lucas Kallas tenta minimizar a situação, alegando confiança na inocência dele e questionando o caráter revigorado da acusação contra ele – uma tática comum para tentar desacreditar investigações oficiais sem apresentar provas concretas.

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