Rogério Marinho busca aliança improvável contra Lula no Nordeste.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem buscado uma estratégia ousada e controversa para tentar enfraquecer a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva: uma aproximação com o pré-candidato cearense Ciro Gomes (PSDB). O político nordestino reconhece que essa aliança, embora vista como impensável por muitos, pode ser crucial para desconstruir o apoio ao petista na região e fortalecer as chances do PL em disputas eleitorais tanto no estado quanto a nível nacional.
Segundo a *O Antagonista*, Marinho justificou sua posição com base em um cálculo pragmático: “O inimigo do meu inimigo” se torna, neste caso, aliado estratégico. O objetivo principal é minar o desempenho de Lula no Ceará – Estado tradicionalmente favorável ao PT –, reduzindo seus votos e impactando negativamente a campanha nacional do ex-presidente. A análise considera que qualquer ação coordenada entre Marinho e Gomes contra as propostas petistas pode diminuir significativamente os números eleitorais da chapa Lula/Gordilho.
A iniciativa surge em um contexto de grande turbulência interna no PL cearense, marcada por conflitos abertos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro sobre alianças políticas naquele estado – como evidenciado pela gravação da discussão divulgada nas redes sociais. A tensão se intensificou após um comício em Fortaleza na quinta-feira, 25 de janeiro, onde Michelle disparou críticas à aproximação do PL cearense com Ciro Gomes, rotulando o apoio como “precipitado”. Como apurou a *O Antagonista*, Flávio Bolsonaro exigiu que Michelle se afastasse das decisões partidárias.
A postura de Ciro Gomes também é um fator relevante nesta equação. O político petista tem criticado veementemente tanto Lula quanto Jair Bolsonaro, argumentando sobre semelhanças entre as políticas implementadas pelos dois ex-presidentes – uma tática para confundir os eleitores e desgastar o discurso da direita conservadora. A estratégia de Marinho busca capitalizar essa desagregação ideológica e explorar a fragmentação do campo político brasileiro em favor do PL.









