Um homem foi preso preventivamente no Espírito Santo após ser descoberto planejando atos violentos e buscando meios para executar seus crimes com a ajuda de inteligência artificial. A prisão ocorreu na última sexta-feira (19), um dia depois que as autoridades receberam o alerta da OpenAI sobre suas atividades online.
Segundo informações obtidas, o indivíduo, identificado como agricultor, utilizava o ChatGPT como uma ferramenta para documentar seus pensamentos mais sombrios e elaborar planos detalhados de violência extrema. De acordo com a O Antagonista, ele descrevia em detalhes intenções de assassinar seu próprio filho de oito anos, além de planejar ataques contra escolas, igrejas e forças policiais no estado. A busca por um pistoleiro para realizar o crime do menino foi relatada explicitamente na conversa que teve com a ferramenta da OpenAI: “Tentei contratar um pistoleiro por R$ 50 mil para cometer o assassinato”, conforme apurou a O Antagonista.
As mensagens revelam uma obsessão pela violência e pelo sofrimento alheio, expressa em frases como “Eu gosto de ver outra pessoa sofrer”. Além da intenção de matar seu filho devido à pressão por pensões alimentícias – motivação que a polícia considera secundária –, o suspeito manifestava desejo de realizar ataques massivos com armas de fogo, cordas e até mesmo substâncias tóxicas como cianeto. A preocupação das autoridades se intensificou após ele mencionar um plano específico para atacar policiais próximos ao batalhão.
Este caso representa uma grave ameaça à segurança pública do Espírito Santo e expõe os perigos da utilização irresponsável de ferramentas de inteligência artificial, que podem ser exploradas por indivíduos com tendências violentas. Como apurou a O Antagonista, o incidente é pioneiro no estado e apenas o terceiro registrado em território nacional envolvendo comunicação direta entre plataformas como ChatGPT e órgãos policiais, evidenciando a necessidade urgente de regulamentação do uso dessas tecnologias para evitar que sejam utilizadas para fins criminosos ou para incitar à violência.









