A ascensão do pré-candidato ao Senado pelo PL no Ceará, Alcides Fernandes, foi abruptamente interrompida após a publicação de um vídeo pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. O material, intitulado “vídeo infeliz” por próprio Fernandes, reacendeu controvérsias e gerou uma onda de críticas imediatas à aliança com o então senador Ciro Gomes (PSDB).
Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes (PL-CE), que deu início ao imbróglio no Ceará em novembro de 2025, justificou sua decisão estratégica como resposta às constantes críticas da família Bolsonaro a Jair Messias. O petista alegava incômodo não se limitando à escolha de Alcides para concorrer ao Senado, mas sim pela própria candidatura da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), vice-presidente do PL Mulher.
“O vídeo só serviu para ser usado pelo PT para ecoar por seus discursos e interesses, e a gente sabe que, se o PT está feliz, coisa boa é que não é”, declarou Alcides no vídeo, criticando diretamente a tentativa de descredibilizar todo esforço realizado nos últimos anos para combater a criminalidade organizada no estado. Ele enfatizou que o objetivo central da sua candidatura ao Senado e do seu grupo era “arrancar do poder a facção que se apoderou do nosso estado”, rejeitando uma suposta “narrativa” de projeto pessoal de poder ou falta de coerência, como sugeria Michelle Bolsonaro.
Segundo Alcides Fernandes, “infelizmente a direita sozinha ainda não possui a força necessária para derrotar o PT”. Ele salientou que o senador Eduardo Girão, um dos principais apoiadores do ex-presidente no Ceará, venceu em 2018 com apoio de Ciro Gomes – obtendo apenas 1% dos votos na disputa pela Prefeitura de Fortaleza. Ao apresentar os fatos, Alcides ressaltava a complexidade da situação política cearense e o cenário desolador que motivou sua busca por mudança concreta desde 2024, evidenciando “quatro das cinco cidades mais violentas do país” localizadas no estado.









