Reprodução/Redes sociais

A Operação Durão traz à tona um esquema fraudulento que pode ter desviado bilhões do INSS e a participação de figuras ainda não identificadas, ampliando o escândalo previdenciário.

Investigadores da Polícia Federal avançam em acordos com delatores para desmantelar uma organização criminosa responsável por descontar valores indevidamente dos benefícios assistenciais concedidos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As tratativas centram-se no empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais articuladores desse esquema ilícito.

De acordo com informações divulgadas pela Revista Oeste, em abril passado, Camisotti iniciou negociações de colaboração premiada com a PF, admitindo ter participado da fraude que visava manipular autorizações para descontos nos benefícios previdenciários. Contudo, as tratativas foram interrompidas. As renegociacões, agora envolvendo formalmente a participação do Ministério Público Federal (MPF) e o MPR, buscam garantir maior segurança jurídica ao processo de delação, crucial na quebra da cadeia criminosa.

Segundo apuração da Revista Oeste, Camisotti reconheceu ter atuado para fraudar autorizações de aposentados e pensionistas, permitindo descontos irregulares em seus benefícios. Os investigadores esperam que a colaboração do empresário permita identificar outros envolvidos no esquema, detalhar o funcionamento organizado criminosa com foco na identificação dos beneficiários desse desvio massivo – estimativas da Polícia Federal apontam para um prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024. A colaboração premiada pode fornecer novas provas cruciais no combate a uma das maiores fraudes já registradas na administração previdenciária brasileira.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem acompanhado as negociações com interesse, buscando evitar contestações judiciais sobre a validade do acordo de colaboração premiada que envolve Camisotti. A PGR ressalta que delações firmadas apenas com a Polícia Federal podem ser questionadas em instâncias jurídicas, o que exige uma supervisão mais rigorosa para garantir a robustez das provas obtidas e assegurar o sucesso da operação na desarticulação desse esquema fraudulento no INSS.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta