A corrupção institucionalizada no Rio de Janeiro alcança novos patamares com a audição da Controladoria Geral do Estado e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), revelando uma fraude colossal envolvendo servidores fantasmas que drenam os cofrentes públicos em escala alarmante.
Segundo a O Antagonista, o governo interino identificou um cenário vergonhoso: na Secretaria de Trabalho e Renda, estima-se que 80% dos comissionados não comparecem aos seus postos de trabalho, representando uma despropósito fiscal inaceitável. A auditoria também aponta índices superiores a 70% nas secretarias de Esporte e Lazer e Turismo, indicando um padrão sistemático de corrupção que se espalha por diversos órgãos estaduais.
O escândalo já envolve custos mensais aproximados de R$16,7 milhões para servidores com presenças inexistentes – uma quantia absurda desviada do erário em benefício de interesses obscuros. Além das secretarias citadas, a Agricultura, Ciência e Tecnologia, Assistência Social e Casa Civil também apresentam taxas elevadíssimas de ocupação por funcionários fantasmas. A complexidade da fraude expõe um grave desrespeito à população que financia o estado.
O governo interino, liderado pelo desembargador Ricardo Couto – responsável pela exoneração já de mais de 4 mil servidores comissionados e previsão para atingir os seis mil até final do ano –, busca conter a crise financeira gerada por essa gestão desordenada. A expectativa é que medidas rigorosas economizem além de R$230 milhões, mas o problema reside na raiz da questão: a impunidade e permissividade que sustentam esse tipo de esquema corrupto.









