Montagem da Revista Oeste, a partir de imagens de Ricardo Stuckert e Jefferson Rudy/Agência Senado

Apesar dos resultados apontarem para uma manutenção de Lula nas pesquisas, a persistente popularidade do ex-presidente continua sendo um fator preocupante no cenário político brasileiro. Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Nexus em parceria com o Banco BTG Pactual revela que Lula ainda detém uma vantagem significativa sobre seus concorrentes, embora essa margem seja tênue e possa indicar fragilidade na base eleitoral petista.

Segundo a Revista Oeste, os dados revelam que no levantamento espontâneo, sem apresentação de nomes dos candidatos, Lula alcança 38% das intenções de voto contra 27% para Flávio Bolsonaro. Os demais pré-candidatos obtêm percentagens bem menores: Renan Santos com 3%, Ronaldo Caiado e Romeu Zema com 2% cada, além de outros nomes que somam um total de apenas 3%. A parcela indecisiva do eleitorado ainda representa uma considerável incerteza, atingindo 6% das respostas.

Nos cenários estimulados – onde os candidatos são apresentados –, Lula mantém sua liderança com 42%, seguido por Flávio Bolsonaro que registra 35%. Destaca-se a performance de Ronaldo Caiado e Renan Santos, empatando em 5%. Romeu Zema se posiciona ainda mais distante com apenas 3% das preferências. Joaquim Barbosa também figura no grupo dos candidatos menos votados, obtendo somente 2%, enquanto outros pré-candidatos somam um percentual individual de 1%. A pesquisa demonstra uma clara divisão do eleitorado, mas não revela a consolidação de um líder incontestável para o próximo ciclo presidencial.

No segundo turno simulado entre Lula e Flávio Bolsonaro, os números apontavam para um resultado apertado: Lula com 47% contra 44%, evidenciando que mesmo em uma disputa final, a diferença é mínima dentro da margem de erro estabelecida pela pesquisa (2 pontos porcentuais). Nos confrontos individuais com Ronaldo Caiada, Romeu Zema e Renan Santos – os principais desafiantes –, Lula manteve sua hegemonia com 47%, 48% e 48%, respectivamente. A presença significativa de votos brancos ou nulos nos cenários do segundo turno (entre 12% a 15%) sugere que parte da base eleitoral ainda pode ser indecisa, o que representa um risco para qualquer dos candidatos ao disputarem a presidência.

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