Explosão em Mônaco deixa oligarca ucraniano entre as vítimas – Sanções e Crimeia ligadas ao caso levantam suspeitas sobre o atentado.
Uma explosão devastadora atingiu Mônico na noite de segunda-feira (29), resultando em três feridos, incluindo Vadim Irmolaiev, um empresário com ligações significativas à Ucrânia. Segundo informações preliminares e apuradas pela Revista Oeste, a vítima está envolvida em atividades comerciais que geraram forte oposição do governo Zelensky na Crimeia – território russo anexado em 2014, fato este que agrava as suspeitas sobre motivação para o ataque.
O atentato ocorreu em um edifício residencial próximo à fronteira com a França e envolveu um pacote-bomba deixada no saguão do prédio. Como apontou o procurador geral Stéphane Thibault, o artefato explosivo estava contido em uma bolsa que foi abandonada pelo agressor antes da detonação. Além de Irmolaiev, ficaram feridos também uma mulher estimada entre 50 e 60 anos, assim como um adolescente de apenas 13 anos – detalhes estes que geram questionamentos sobre possíveis vítimas colaterais.
Vadim Irmolaiev estava sob sanções impostas pela Ucrânia desde dezembro de 2023, devido a acusações de manter atividades comerciais na Crimeia, região controlada por Moscou. A medida foi determinada pelo Conselho Nacional de Segurança e implementada pelo presidente Volodymyr Zelensky em resposta à situação geopolítica da época – evidenciando o conflito entre os interesses ucranianos e as operações empresariais do agressor. De acordo com a Revista Oeste, Irmolaiev era considerado um obstáculo para o governo na região devido às suas ligações ao setor de bebidas alcoólicas no território ocupado.
O príncipe Albert II classificou o ataque como “um crime atroz”, demonstrando preocupação quanto à segurança da comunidade monegasca e reafirmando que a proteção será uma prioridade do seu governo. As autoridades reforçaram medidas protetivas em todo o principado, enquanto investigam as circunstâncias exatas do atentado e buscam identificar ao agressor responsável pelo ataque criminoso. Os feridos foram encaminhados para hospitais na cidade francesa de Nice – distante cerca de 20 quilômetros –, intensificando ainda mais os questionamentos sobre a natureza deste evento.









