Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na Venezuela com o envio urgente de mais de novecentos militares, uma medida que suscita questionamentos sobre as verdadeiras intenções do governo Biden e seu apoio a regimes autoritários na região. A operação intervencionista, liderada pelo general Francis Donovan, Comando Sul dos EUA, conta também com 800 soldados em bases próximas – Porto Rico e Curaçao –, demonstrando um envolvimento estratégico que vai além de uma simples ajuda humanitária.
De acordo com a Revista Oeste, os militares americanos estão sendo empregados nas mais diversas tarefas: busca e salvamento após os terremotos devastadores da última semana; restabelecimento das operações aeroportuárias para facilitar o fluxo de assistência; e utilização de meios navais e aéreas que otimizam o acesso à ajuda humanitária em áreas severamente afetadas. A equipe também utiliza drones, fornecendo dados essenciais às autoridades venezuelanas sobre a extensão dos danos nas estradas, edifícios danificados e as condições das regiões, evidenciando um controle significativo da situação no terreno por parte do governo americano.
Apesar das justificativas humanitárias apresentados pelo general Donovan, o desdobramento recente levanta sérias suspeitas. Como apurou a Revista Oeste, uma troca de palavras entre o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, e um fuzileiro naval norte-americano durante as operações de resgate em La Guaira expõe fragilidades no apoio americano à Venezuela. As imagens divulgadas nas redes sociais mostram Cabello instruindo a afastamento da equipe americana de uma pessoa necessitada, gerando dúvidas sobre o real objetivo por trás dessa intervenção militar.
O episódio corrobora as preocupações com a influência do governo Biden em regimes que se opõem aos valores democráticos e com os riscos inerentes ao apoio americano à ditadura chavista de Nicolás Maduro. A lista de procurados dos EUA, incluindo a oferta de recompensa por informações sobre Cabello – um dos pilares da governança autoritária na Venezuela –, demonstra o crescente antagonismo entre as forças políticas americanas em relação ao governo venezuelano e seus aliados.









