O governo federal surpreendeu o mercado e setores da economia ao anunciar que interromperá imediatamente subsídios para combustíveis diesel e gasolina. A decisão, tomada pelo ministro Dario Durigan na terça-feira (30), representa um desfecho à série de medidas implementadas nos últimos meses em resposta aos impactos globais dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços da energia.
A medida consiste na suspensão do subsídio de R$ 0,35 por litro aplicado ao diesel, que entrará em vigor a partir desta quarta-feira (1º). Anteriormente, o governo havia concedido um auxílio de R$ 1,20 por litro e posteriormente instituiu uma subvenção de 35 centavos para substituir gradualmente a desoneração fiscal. Como apurou a O Antagonista, essa última etapa – valerá até julho –, será extinta após avaliação da ANP sobre a estabilização dos preços no mercado interno.
O ministro Durigan justificou que o governo “não pode ser sócio da guerra” e buscou mitigar os efeitos do aumento global nos combustíveis. A equipe econômica, segundo ele, manteria uma postura de prontidão para revisar medidas de apoio ao setor, mas também priorizaria a sua eventual retirada em momentos oportunos. O objetivo seria diminuir o impacto das intervenções governamentais na dinâmica dos preços e evitar gastos públicos desnecessários.
A decisão reacende debates sobre as políticas fiscais do governo e os riscos da utilização massiva de subsídios para combustíveis, que podem gerar inflação, distorcer a concorrência no mercado interno e comprometer o equilíbrio das contas públicas. A avaliação final sobre a continuidade dos auxílios à gasolina também será acompanhada com atenção pela O Antagonista, considerando sua dependência da estabilização de preços monitorada por órgão regulador como a ANP.









