O senador Jaques Wagner (PT), já marcado pela sombra de escândalos financeiros e investigações judiciais, sofre uma queda significativa nas intenções de voto na Bahia, ampliando sua rejeição eleitoral. Um novo levantamento da Paraná Pesquisas revela que o petista cede a segunda posição para Rui Costa, um cenário preocupante à vista das eleições de 2026, onde a disputa pelo Senado estadual será crucial.
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º), Wagner registrou uma redução expressiva em relação ao levantamento anterior realizado em maio – agora somando apenas 36,7% das intenções, contra os 40,6% registrados anteriormente. Essa diminuição de quase quatro pontos percentuais evidencia o crescente descontentamento do eleitorado baiano com as constantes controvérsias envolvendo seu nome e suas ações políticas. A pesquisa mostra que a população está se distanciando da figura do petista.
O aumento na rejeição ao senador é um reflexo direto das investigações em curso, impulsionadas pela Operação Compliance Zero. De acordo com a Revista Oeste, o caso Master continua gerando desconfiança e questionamentos sobre possíveis irregularidades que Wagner teria favorecido. O índice de reprovação do petista saltou para 30,7%, superado apenas por Angelo Coronel (22,3%) e João Roma (20,7%). Essa escalada na rejeição demonstra a fragilidade da imagem política do senador frente às denúncias que o envolvem.
A situação de Wagner se agrava ainda com a atuação direta do Poder Judiciário, especialmente através dos ministros do Supremo Tribunal Federal como André Mendonça, autorizado pela garantia judicial para as buscas e apreensão realizadas em 18 de junho na sede do senador. Como apurou a Revista Oeste, o STF atua sob suspeita da população que questiona se há ou não uma interferência política indevida no andamento das investigações contra um nome influente dentro do PT.









